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Cartaz
Bem-vindos à Educação para a inclusão
A importância do brincar para a inclusão

“Nós não paramos de brincar porque ficamos velhos. Ficamos velhos porque paramos de brincar” (Pensador)
Oliver Wendell Holmes
Segundo Carlos Neto (Neto, 2018) brincar é algo bastante importante para o desenvolvimento da capacidade de exploração e adaptação motora, emocional cognitiva e social, de confronto com o risco, aprendizagem, controlo emocional e imaginação, sendo que tal como outros animais que têm infâncias prolongadas também os humanos devem investir no jogo como ferramenta de aprendizagem e adaptação a situações inesperadas.
Segundo ainda Carlos Neto (Neto, 2018) brincar é uma atividade de exploração do seu envolvimento físico e social e que deve ser facilitado principalmente pela família, escola e comunidade em que se insere, sendo que os nossos melhores educadores são as pessoas que nos estão mais próximas.
Quando somos crianças aprendemos imitando os adultos e com a sua ajuda aperfeiçoando as nossas capacidades, tal como ocorre com outros animais que aprendem as técnicas de defesa e de caça através da interação com os pares e com os mais velhos. A aprendizagem é intergeracional.
Segundo Maria José Araújo (Araújo, 2017) o brincar no tempo livre possibilita às crianças a partilha e enriquecimento da sua cultura e de sociabilidade, o tempo livre e as ocupações realizadas pelas crianças devem ser geridas pelos pais em conjunto com a criança, pois o seu tempo livre deverá ser ocupado com atividades que deem prazer à criança e não algo que seja pesaroso para a mesma, a criança deverá ter liberdade de poder escolher o que é melhor para si.
Mas não devemos também ter em atenção as condições dos pais?, talvez não seja correto dizer que os pais devem deixar a criança realizar uma atividade quando as suas condições socio-económicas não o permitem, pelo que observo a sociedade poderia ser mais inclusiva se ao invés de dar apenas oportunidade de aprender artes, desporto etc. apenas a quem ou pode pagar ou vive em situações de pré-exclusão social como presos, refugiados, ou vive em bairros sociais, desse oportunidade a todos, há crianças cuja família pertencem à classe média, não vivendo em bairros sociais, sendo nativos e cumpridores da lei, mas não consegue pagar tais valores.
Talvez se a oferta nas áreas anteriormente descritas fosse para quem tem realmente talento e gosto pela aprendizagem a sociedade fosse mais justa, na Rússia as crianças integram colégios com aulas de artes e com ensino regular e apenas se mantém os melhores e não os com os pais com melhores capacidades económicas, sendo uma das consequências é a Rússia apresentar alguns dos melhores bailarinos do mundo.
Quando se diz “Aquela criança é brilhante a realizar determinada tarefa!”, até pode ser verdade, mas será que outra não seria melhor se tivesse aprendido?, citando Ovídeo "O campo fértil, se não for renovado com o assíduo arado, só produzirá capim e espinhos." e citando qualquer agricultor “Não se sabe se a terra é fértil para um cultivo, se tal nunca for lá plantado”
Segundo Hugo Krug e outros autores (Hugo Norberto Krug, 2019) a inclusão da criança com deficiência é caraterizada pelo bom acolhimento por parte dos colegas aquando do recreio escolar, ocorrendo assim a sua inclusão na realização de jogos e brincadeiras, verificando-se também que nem todas as escolas dispõem de equipamentos adaptados para a inclusão destas crianças no seio escolar.
A importância que a interação tem na vida dos alunos é fulcral para o desenvolvimento infantil e o recreio escolar é um dos espaços onde mais se intensificam os processos de socialização, embora, muitas vezes, um tempo negligenciado pelos educadores que não reconhecem este momento como uma oportunidade de estreitar laços entre os educandos.
É importante ressaltar que os alunos precisam de uma mediação para que esta interação dos alunos com deficiência aconteça com os demais colegas, pois ambos os lados, constantemente, sentem-se inseguros em buscar uma aproximação, uma vez que há medos, inseguranças, preconceito ou até mesmo por uma questão de diferença.
A interação com os pares pode ajudar ao desenvolvimento da criança, sendo que se está se sentir segregada o seu desenvolvimento será afectado.
O apoio de toda a sociedade na construção do desenvolvimento de uma criança ou jovem com deficiência ou não, permitirá a construção de uma sociedade mais inclusiva em que cada pessoa terá o seu lugar e será importante na manutenção da mesma.
Obras Citadas
Araújo, M. J. (julho- dezembro de 2017). Obtido em 7 de Abril de 2020, de A importância do tempo livre para as crianças. Diversidades- Educação e Aprendizagem n.º 51, pp. 22-27: http://www02.madeira-edu.pt/Portals/5/documentos/PublicacoesDRE/Revista_Diversidades/Revista%20Diversidades%2051.pdf
Hugo Norberto Krug, R. d. (Agosto de 2019). A cultura do recreio escolar. doi:http://dx.doi.org/10.18316/dialogo.v0i41.4787
Neto, C. (14 de Dezembro de 2018). N.º 51 - Educação e Aprendizagem. Obtido em Abril de 2020, de SRE / Direção Regional Educação: http://www02.madeira-edu.pt/dre/publicacoes_dre/revista_diversidades/tabid/392/ctl/Read/mid/1394/InformacaoId/38837/UnidadeOrganicaId/5/Default.aspx
Pensador. (s.d.). Obtido de https://www.pensador.com/frase/OTQ1NzY2/
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