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A adaptação da escola

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Paralisia Cerebral:
            Define um conjunto de afeções caracterizadas pela disfunção motora decorrentes de lesão no cérebro durante os primeiros estágios de desenvolvimento. A lesão atinge o cérebro quando ainda é imaturo e interfere no desenvolvimento motor normal da criança. Os distúrbios mais relevantes são os motores, sem, necessariamente, implicar na existência de uma deficiência mental associada. 
            É uma perturbação complexa que compreende vários sintomas tais como a alteração da função neuromuscular com défices sensoriais (audição, visão, fala, etc.) ou não; a dificuldade de aprendizagem com défice intelectual ou sem ele, e problemas emocionais.
 
Espinha Bífida:
            A espinha bífida é uma afeção pertencente a um conjunto de alterações (malformações congénitas) conhecido como defeitos do tubo neural, conjunto este que engloba as malformações do cérebro, espinal medula e seus revestimentos.
            Existem vários graus desta lesão que vão desde o grau mais ligeiro (espinha bífida oculta) até ao mielomeningocelo que corresponde à medula não protegida e à qual estão associadas as formas mais graves desta deficiência como ausência de reflexos, descontrolo dos esfíncteres e perda de sensibilidade em toda a região abaixo da lesão.
            Os sintomas decorrentes da espinha bífida não são apenas físicos, ocorrem dificuldades de coordenação, controle muscular e mobilidade, de atenção, na expressão e compreensão da linguagem falada, na leitura, nos conceitos matemáticos, na organização de informação, podendo também necessitar de tratamento ortopédicos e apoio na área de psicomotricidade.
            Uma paralisia total, poderá impedir a criança de andar e correr, condicionando-a a uma cadeira de rodas, acarretando dificuldade de participação nas atividades da vida diária; défice físico acentuado e debilidade do sistema muscular respiratório. Mas será as escolas podem dispor de psicólogos, terapeutas da fala e de técnicos de psicomotricidade, as câmaras podem disponibilizar terapeutas, mas os pedidos têm de ser feitos pelos professores, mas estarão estes preparados para saberem o tipo de apoio que devem pedir?
            Uma das situações que se podem encontrar também são as barreiras arquitetónicas que existem nas escolas, pode ser possível se disponibilizar os meios humanos para apoiar a criança que dela necessita, mas como poderemos ultrapassar as barreiras arquitetónicas, tais como escadas, portas estreitas, casas de banho mal equipadas, estante muito altas, e rampas com inclinação superior a 45º?
 
Como ajudar?
 
  • Não se deve fazer de conta que o aluno não existe, negando-lhe a sua identidade na condição de pessoa com deficiência; é fundamental que nos relacionemos com a pessoa e não com a sua deficiência.
  • Quando se conversa com um aluno que utilize cadeira de rodas deve-se permanecer ao seu nível, sentando-se se possível, visto que é muito incómodo conversar com a cabeça levantada. É importante ter em conta que tocar na cadeira de rodas é como tocar num prolongamento do corpo do aluno; como tal deve-se evitar fazê-lo, principalmente quando não há relação estabelecida.
  • Deverá existir coordenação entre professor, aluno e auxiliar de forma a minimizar constrangimentos inerentes aos seus cuidados de higiene.
  • Na sala de aula, sempre que se justifique, o aluno terá que ser acompanhado das tecnologias de apoio que o auxiliam. Deverão ser proporcionadas todas as condições para que o aluno tenha total acesso às situações de aprendizagem e a todo o tipo de atividades.
  • É fundamental que fique claro para todos os elementos da comunidade escolar, que se trata de um aluno com recursos cognitivos, que apenas necessita de adaptações físicas e estruturais que maximizem o seu potencial de aprendizagem e de adaptação ao meio envolvente. Muitas vezes a discriminação acontece por falta de conhecimento ou por não se saber lidar com uma situação nova. Assim sendo é importante o papel do professor no seu esclarecimento e sensibilização.
  • Em todas as atividades da, e para a escola deverão ser consideradas as características de mobilidade e comunicação dos alunos com deficiência motora:
  • Adaptações de infra-estruturas (casa-de-banho, rampas, etc.), da sala de aula (situação, tipo e distribuição do mobiliário, etc.) e do material didático (painéis de comunicação, computadores, etc.).
  • Adaptações ao nível do currículo – Estes alunos devem seguir o currículo regular, introduzindo as adaptações necessárias consoante as necessidades individuais (organização, metodologia, temporalização, conteúdos, materiais, etc.). Habitualmente necessitam de maior reforço pedagógico nas áreas perceptivosensorial, linguagem, afectivo-social e autonomia.
  • São aconselhadas estratégias que envolvam toda a turma no suporte/apoio ao (s) aluno (s) com deficiência motora, como por exemplo a seleção de um aluno da turma para assumir a função de “companheiro mais íntimo”, que dará esse apoio sem pôr em causa a independência do aluno com esta patologia.
Obras Citadas
Especial, A. d.-S.-d. (s.d.). Deficiência motora. Obtido de http://www.aelc.pt/files/orgaos/educacao-especial/Deficiencia-Motora.pdf
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