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Ensino Universitário Inclusivo

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Nem todos podem tirar um curso superior. Mas todos podem ter respeito, alta escala de valores e as qualidades de espirito que são a verdadeira riqueza de qualquer pessoa.
Alfred Montapert
           
           No ano letivo de 2013/2014 (Pires, 2015) foram 1318 os alunos com NEE identificados que concorreram ao ensino superior. Este número não corresponde a todas as pessoas com deficiencia e outras incapacidades que entraram para as universidades portuguesas, mas e um bom indicador da quantidade de estudantes que precisa de apoios para estudar em igualdade de oportunidades com os colegas que entraram pelo contingente geral.
            Márcio Martins ficou tetraplégico aos 16 anos e admite que todos os estabelecimentos de ensino por onde passou não teriam condições para o receber, as barreiras arquitetónicas eram muitas, no entanto a escola secundária que frequentava preparou-se e adaptou as instalações.
Márcio Martins das quatro universidades que visitou optou pela UTAD. Por um lado, considerando o curso que disponibilizava - Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas - que na altura, a nível europeu, só existia naquela universidade transmontana. E por outro tendo em conta as condições que os Serviços da Acão Social dessa instituição disponibilizavam.
            Outro caso de sucesso é o de José Henrique da Rocha que na hora de escolher o curso a tirar e a universidade a frequentar só pensou na área de formação: Ciências da Educação para dar apoio a educação a nível pedagógico. Estudou na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto e, apesar da paralisia cerebral ser bastante condicionante, correu tudo “razoavelmente bem”.
            “Como eu tenho algumas adaptações a nível de trabalho, alguns colegas achavam que o professor estava a facilitar o meu trabalho. O meu curso era, em parte, de trabalhos em grupo e alguns meus colegas não gostavam de trabalhar comigo. Mas por outro lado tinha alguns amigos que me ajudavam muito”, revela José Henrique da Rocha.
                        A frequência universitária ainda é limitativa para algumas pessoas com NEE, a realização dos pré-requisitos exigidos pelo curso poderá ser uma condicionante, mas poderemos criar adaptações que permitam a inclusão destas pessoas?
 
Obras Citadas
Pires, S. (2015). A inclusão no ensino superior: realidade ou miragem? Obtido de https://www.pluralesingular.pt/index.php/revista/2015/item/1348-10-edicao
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